SP.Gov.br
sp.gov.br
Z6_086423G03HEOD06UNBALOOF480
Z7_086423G03HCID069E7GVRHEK43

Z7_086423G03HEOD06UNBALOOF483

Polícia Penal realiza 1ª turma do Curso de Escolta para Policiais Penais femininas

A formação capacitará as alunas para atuarem na escolta e em movimentações externas de custodiadas

27/02/2025
Foto ilustrativa

O Diretor-Geral da Polícia Penal, o Diretor-Geral Adjunto, o Corregedor-Geral, a Coordenadora de Ensino, Pesquisa e Cultura e o chefe do Departamento de Segurança Penal prestigiam a aula inaugural com as alunas

Ver mais fotos >

Janio Soares - Ascom da Polícia Penal

A Polícia Penal do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Ensino, Cultura e Pesquisa, promove o primeiro Curso de Formação de Escolta e Custódia de Presos em Movimentações Externas para Policiais Penais femininas.

O objetivo do curso é capacitar Policiais Penais femininas para realizar o trabalho na Base de Escolta de São Paulo. As aulas começaram no dia 17 de fevereiro e encerrarão em 27 de março, com a carga de 235 horas-aula.

O curso é composto por disciplinas básicas e específicas, como Direitos Humanos e Ética, Pronto Socorrismo, Ordem Unida e Algemação, Armamento e Tiro, com uso de pistola, escopeta e fuzil, Técnicas de Condução Operacional e Prática do Serviço de Escolta.

As exigências desse curso para as Policiais Penais femininas são as mesmas de um curso equivalente oferecido aos Policiais Penais masculinos.

Para a aprovação, são exigidas a frequência de 100% e, em cada disciplina, notas entre seis e 10 pontos nas avaliações teóricas e práticas. Após rigoroso processo seletivo, serão alunas dessa formação 12 Policiais Penais femininas.

Fazendo história

Na abertura do curso, Gisele Angélica Silveira Rodrigues, Coordenadora de Ensino, Cultura e Pesquisa da Polícia Penal, destacou que as alunas estão fazendo história como integrantes da primeira turma do Curso de Escolta e Custódia de Presos em Movimentações Externas para Policiais Penais Femininas. A Coordenadora ressaltou o trabalho de sua equipe e corpo docente na estruturação das aulas. Gisele salientou o papel do Diretor-Geral da Polícia Penal para que essa atribuição fosse conferida às Policiais Penais femininas e na criação do curso.

Para melhor aproveitamento das aulas, a Coordenadora recomendou que as alunas absorvam todo o conhecimento ministrado e, para não terem dúvidas, que sempre peçam explicação aos professores: “não existe nenhuma pergunta que seja burra, nem idiota, só aquela que a gente não faz”, incentivou.

Rodrigo Santos Andrade, Diretor-Geral da Polícia Penal do Estado de São Paulo, na aula inaugural, afirmou que é histórico Policiais Penais femininas ocuparem essa atividade de escolta: “é de suma importância”.  

O Diretor-Geral relatou que, durante visita técnica ao Grupo de Intervenção Rápida (GIR - 4) e à Base de Escolta da Coordenadoria de Execução Penal da Região Metropolitana, conversou com Paulo Cordeiro, então dirigente da base de escolta e atual Chefe do Departamento de Segurança Penal da Polícia Penal, sobre as dificuldades enfrentadas pelas equipes de escolta com custodiadas, que precisavam acionar Policiais Penais femininas de cada Unidade Prisional para acompanhar esses deslocamentos. “E se formarmos a primeira turma de Policiais Penais femininas para a atividade de escolta?”, questionou Andrade a Paulo Cordeiro, que respondeu: “chegaremos na excelência!”.

“A Polícia Penal do Estado de São Paulo é excelência!”, enfatizou Andrade ao destacar o papel das alunas na formação. “Vocês não estão só fazendo história, é importante frisar o papel de vocês na quebra de resistências à atividade de polícia”, ressaltou o Diretor-Geral ao explicar que a atuação da Polícia Penal está atrelada à escolta, à segurança interna e externa, à intervenção tática, entre outras atribuições definidas em lei.

“Temos aqui mulheres abnegadas e apaixonadas pela atividade operacional. Por que vocês farão história? Porque vocês serão o exemplo para as demais Policiais Penais femininas! Não conseguimos enxergar a atividade de Policial Penal somente para os homens. Se temos a mulher presa, então precisamos de Policiais Penais femininas para realizar essa função de escolta e com excelência!”, explanou Rodrigo.

Odirlei Arruda de Lima, Diretor-Geral Adjunto da Polícia Penal, destacou que esse é um momento histórico para a Polícia Penal. “Presenciei o doutor Rodrigo propondo ao coronel Marcello Streifinger, Secretário da Administração Penitenciária, a atividade de escolta para as Policiais Penais femininas”, lembrou.

“Esse é o nosso maior objetivo, de fazer com que a Polícia Penal preencha todas as lacunas que ainda existem para que ela realmente se torne um dos melhores órgãos de segurança pública do estado de São Paulo e, até mesmo, do Brasil. E vocês, Policiais Penais femininas, não poderiam ficar fora desse contexto, nesse momento inicial da Polícia Penal do Estado de São Paulo”, refletiu Lima.

Luis Fernando Fávaro, Corregedor-Geral da Polícia Penal, deu boas-vindas às alunas e desejou sucesso no exercício da nova atividade. Também presente no evento, o chefe do Departamento de Segurança Penal, Paulo Cordeiro, celebrou o início dessa primeira turma e informou que a Base de Escolta está sendo preparada para receber às Polícias Penais femininas após a conclusão desse curso.

Desafios e oportunidades

A Policial Penal Tatiana de Aragão, lotada na Penitenciária Feminina Sant’Ana, afirmou que sempre gostou do trabalho operacional e costumava ser destacada no presídio para conduzir as custodiadas em fóruns e hospitais acompanhada das equipes de escolta. “Quando eu tive essa oportunidade de participar da primeira turma de escolta feminina, não pensei duas vezes, já me inscrevi no mesmo dia”, relatou.

Roberta Zanini, Policial Penal lotada no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Guarulhos, trabalha há 20 anos no sistema prisional e sempre aproveitou as oportunidades oferecidas para aprendizado e crescimento na carreira, ocupou algumas chefias nos presídios onde atuou. Ela salientou que quando trabalhou em estabelecimento penal feminino costumava ser convocada para acompanhar a escolta. “Gosto de desafios e de coisa nova. Considero um ganho muito grande para a Policial Penal feminina. Isso motivou a minha candidatura para o processo seletivo dessa formação. Uma oportunidade de fazer algo diferente”, declarou.

Taynara Valente, Policial Penal lotada no CDP Feminino de Franco da Rocha, afirmou que costumava ser destacada para acompanhar a escolta das custodiadas. “Eu gosto do operacional. Busco conhecimento, procuro ter uma base, fundamentos, ter essa especialização”, destacou.

 

Rodrigo Santos Andrade, Diretor-Geral da Polícia Penal, ministra às alunas na aula inaugural

Odirlei Arruda de Lima, Diretor-Geral Adjunto da Polícia Penal (centro), explana às alunas durante a aula inaugural

Gisele Angélica Silveira Rodrigues, Coordenadora de Ensino, Cultura e Pesquisa da Polícia Penal, explana para as alunas durante abertura do curso

Z7_086423G03HCID069E7GVRHEBA0
Complementary Content
${loading}