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Curso Moda Livre abre caminho para a construção de novas perspectivas de vida

Passarela Alternativa, FAAP e Faculdade Santa Marcelina unem esforços e ampliam as possibilidades de reinserção de mulheres privadas de liberdade no mercado de trabalho

30/12/2025
Foto ilustrativa

Público presente ao desfile promovido pela Ong Passarela Alternativa

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Sonia Pestana - CEPRMSP

Mulheres reeducandas aprendem técnicas de costura criativa, upcycling, estamparia, desenvolvimento de coleção e processos criativos, com foco na vida pós-cárcere. A iniciativa é da ONG Passarela Alternativa, que desenvolve e fortalece habilidades junto às pessoas privadas de liberdade, com o objetivo de ampliar as possibilidades de reinserção no mercado de trabalho e estimular o protagonismo feminino.

Com o apoio da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) “Dra. Marina Marigo Cardoso de Oliveira”, do Butantan, abriu as portas para as ações do projeto Moda Livre, que tem como foco o desenvolvimento de competências técnicas e criativas na área da moda e da costura, promovendo autonomia, expressão individual e qualificação profissional.

Para a Chefe de Departamento do CPP do Butantan, Jucélia Gonçalves da Silva, a iniciativa se destaca pela relevância e pelo impacto positivo do curso de costura e moda junto às reeducandas. Segundo ela, a ação representa um pilar fundamental nos esforços de ressocialização e desenvolvimento humano. “A educação e a qualificação profissional são os caminhos mais eficazes para a transformação social e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”.

Estrutura do curso

O projeto Moda Livre foi desenvolvido em parceria com duas instituições de ensino de São Paulo: a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e a Faculdade Santa Marcelina (FASM). Estruturado em 12 encontros, o curso contou com aulas de quatro horas de duração cada, totalizando 48 horas de formação, sendo 36 horas de conteúdos programáticos e 12 horas voltadas ao desenvolvimento humano. A carga horária foi contabilizada para fins de remição de pena por estudo, prevendo a redução de um dia de pena a cada 12 horas de aula.

As duas turmas, vinculadas à FAAP e à FASM, iniciaram as atividades em agosto de 2025 e concluíram o curso três meses depois, em novembro. Foram ofertadas 40 vagas, sendo 20 para cada instituição. As reeducandas participantes cumprem regime semiaberto no CPP do Butantan. As alunas confeccionaram as peças apresentadas no desfile final.

Cada participante apresentou sua criação no desfile realizado na capela do CPP do Butantan. A entrega dos diplomas ocorreu nos auditórios das entidades envolvidas. De acordo com Jucélia, a certificação valida as competências adquiridas e amplia as oportunidades profissionais.

Com enfoque no apoio da sociedade, a dirigente declarou: “Essa ação eleva a autoestima, a sensação de pertencimento e a motivação para uma reestruturação de vida, garantindo que, quando em liberdade, essas mulheres estejam preparadas para um novo capítulo de suas vidas, com dignidade e autonomia”.

Depoimentos

Karen Brandoles, fundadora da Passarela Alternativa, declarou que sempre acreditou no poder que a moda tem de transformar vidas. Segundo ela, a reutilização de forma criativa de materiais descartados, para criar novos produtos com valor agregado maior ou igual ao original, chamado de upcycling, guarda semelhanças com o processo de desenvolvimento das alunas no curso Moda Livre.

”Muitas mulheres chegam ao curso acreditando que não têm mais valor. É emocionante vê-las se reconstruírem enquanto transformam as peças que tocam”, observou Karen. Para ela, a costura ensina todos os dias que é preciso paciência, resiliência e respeito pelo processo.

A coordenadora da Passarela Alternativa, Daniele Bonetti, concorda com Karen quanto ao crescimento profissional das mulheres privadas de liberdade. Segundo ela, a evolução das participantes é impressionante. Em poucas semanas, se apropriaram das técnicas de costura, estamparia e criação de forma sensível e autoral.

“Mais do que habilidades técnicas, o curso promove autoestima, autonomia e oportunidades reais de futuro. Acreditamos que investir na formação das mulheres é investir na redução da reincidência e na construção de novas possibilidades de vida”, destacou.

Quanto às alunas, E.R. estava feliz por ter tido a chance de pisar numa faculdade como a FAAP. Ela acredita que com o conhecimento adquirido poderá trabalhar como costureira, quando em liberdade.

Já E.N., de origem Russa, sonha em poder viabilizar uma viagem para levar as filhas para conhecer a Praça Vermelha. Segundo ela, o processo criativo da construção de peças para o desfile a fez sentir-se realizada e feliz, sobretudo quando há pessoas que acreditam no potencial de cada uma das participantes.

Para P.A., o curso vai além de só aprender a costurar, simplesmente. De acordo com a aluna, o Moda Livre é uma nova perspectiva de vida e todas devem aproveitar essa oportunidade.

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Curso Moda Livre abre caminho para a construção de novas perspectivas de vida

Passarela Alternativa, FAAP e Faculdade Santa Marcelina unem esforços e ampliam as possibilidades de reinserção de mulheres privadas de liberdade no mercado de trabalho

30/12/2025
Foto ilustrativa

Público presente ao desfile promovido pela Ong Passarela Alternativa

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Sonia Pestana - CEPRMSP

Mulheres reeducandas aprendem técnicas de costura criativa, upcycling, estamparia, desenvolvimento de coleção e processos criativos, com foco na vida pós-cárcere. A iniciativa é da ONG Passarela Alternativa, que desenvolve e fortalece habilidades junto às pessoas privadas de liberdade, com o objetivo de ampliar as possibilidades de reinserção no mercado de trabalho e estimular o protagonismo feminino.

Com o apoio da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) “Dra. Marina Marigo Cardoso de Oliveira”, do Butantan, abriu as portas para as ações do projeto Moda Livre, que tem como foco o desenvolvimento de competências técnicas e criativas na área da moda e da costura, promovendo autonomia, expressão individual e qualificação profissional.

Para a Chefe de Departamento do CPP do Butantan, Jucélia Gonçalves da Silva, a iniciativa se destaca pela relevância e pelo impacto positivo do curso de costura e moda junto às reeducandas. Segundo ela, a ação representa um pilar fundamental nos esforços de ressocialização e desenvolvimento humano. “A educação e a qualificação profissional são os caminhos mais eficazes para a transformação social e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”.

Estrutura do curso

O projeto Moda Livre foi desenvolvido em parceria com duas instituições de ensino de São Paulo: a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e a Faculdade Santa Marcelina (FASM). Estruturado em 12 encontros, o curso contou com aulas de quatro horas de duração cada, totalizando 48 horas de formação, sendo 36 horas de conteúdos programáticos e 12 horas voltadas ao desenvolvimento humano. A carga horária foi contabilizada para fins de remição de pena por estudo, prevendo a redução de um dia de pena a cada 12 horas de aula.

As duas turmas, vinculadas à FAAP e à FASM, iniciaram as atividades em agosto de 2025 e concluíram o curso três meses depois, em novembro. Foram ofertadas 40 vagas, sendo 20 para cada instituição. As reeducandas participantes cumprem regime semiaberto no CPP do Butantan. As alunas confeccionaram as peças apresentadas no desfile final.

Cada participante apresentou sua criação no desfile realizado na capela do CPP do Butantan. A entrega dos diplomas ocorreu nos auditórios das entidades envolvidas. De acordo com Jucélia, a certificação valida as competências adquiridas e amplia as oportunidades profissionais.

Com enfoque no apoio da sociedade, a dirigente declarou: “Essa ação eleva a autoestima, a sensação de pertencimento e a motivação para uma reestruturação de vida, garantindo que, quando em liberdade, essas mulheres estejam preparadas para um novo capítulo de suas vidas, com dignidade e autonomia”.

Depoimentos

Karen Brandoles, fundadora da Passarela Alternativa, declarou que sempre acreditou no poder que a moda tem de transformar vidas. Segundo ela, a reutilização de forma criativa de materiais descartados, para criar novos produtos com valor agregado maior ou igual ao original, chamado de upcycling, guarda semelhanças com o processo de desenvolvimento das alunas no curso Moda Livre.

”Muitas mulheres chegam ao curso acreditando que não têm mais valor. É emocionante vê-las se reconstruírem enquanto transformam as peças que tocam”, observou Karen. Para ela, a costura ensina todos os dias que é preciso paciência, resiliência e respeito pelo processo.

A coordenadora da Passarela Alternativa, Daniele Bonetti, concorda com Karen quanto ao crescimento profissional das mulheres privadas de liberdade. Segundo ela, a evolução das participantes é impressionante. Em poucas semanas, se apropriaram das técnicas de costura, estamparia e criação de forma sensível e autoral.

“Mais do que habilidades técnicas, o curso promove autoestima, autonomia e oportunidades reais de futuro. Acreditamos que investir na formação das mulheres é investir na redução da reincidência e na construção de novas possibilidades de vida”, destacou.

Quanto às alunas, E.R. estava feliz por ter tido a chance de pisar numa faculdade como a FAAP. Ela acredita que com o conhecimento adquirido poderá trabalhar como costureira, quando em liberdade.

Já E.N., de origem Russa, sonha em poder viabilizar uma viagem para levar as filhas para conhecer a Praça Vermelha. Segundo ela, o processo criativo da construção de peças para o desfile a fez sentir-se realizada e feliz, sobretudo quando há pessoas que acreditam no potencial de cada uma das participantes.

Para P.A., o curso vai além de só aprender a costurar, simplesmente. De acordo com a aluna, o Moda Livre é uma nova perspectiva de vida e todas devem aproveitar essa oportunidade.

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Curso Moda Livre abre caminho para a construção de novas perspectivas de vida

Passarela Alternativa, FAAP e Faculdade Santa Marcelina unem esforços e ampliam as possibilidades de reinserção de mulheres privadas de liberdade no mercado de trabalho

30/12/2025
Foto ilustrativa

Público presente ao desfile promovido pela Ong Passarela Alternativa

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Sonia Pestana - CEPRMSP

Mulheres reeducandas aprendem técnicas de costura criativa, upcycling, estamparia, desenvolvimento de coleção e processos criativos, com foco na vida pós-cárcere. A iniciativa é da ONG Passarela Alternativa, que desenvolve e fortalece habilidades junto às pessoas privadas de liberdade, com o objetivo de ampliar as possibilidades de reinserção no mercado de trabalho e estimular o protagonismo feminino.

Com o apoio da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) “Dra. Marina Marigo Cardoso de Oliveira”, do Butantan, abriu as portas para as ações do projeto Moda Livre, que tem como foco o desenvolvimento de competências técnicas e criativas na área da moda e da costura, promovendo autonomia, expressão individual e qualificação profissional.

Para a Chefe de Departamento do CPP do Butantan, Jucélia Gonçalves da Silva, a iniciativa se destaca pela relevância e pelo impacto positivo do curso de costura e moda junto às reeducandas. Segundo ela, a ação representa um pilar fundamental nos esforços de ressocialização e desenvolvimento humano. “A educação e a qualificação profissional são os caminhos mais eficazes para a transformação social e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”.

Estrutura do curso

O projeto Moda Livre foi desenvolvido em parceria com duas instituições de ensino de São Paulo: a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e a Faculdade Santa Marcelina (FASM). Estruturado em 12 encontros, o curso contou com aulas de quatro horas de duração cada, totalizando 48 horas de formação, sendo 36 horas de conteúdos programáticos e 12 horas voltadas ao desenvolvimento humano. A carga horária foi contabilizada para fins de remição de pena por estudo, prevendo a redução de um dia de pena a cada 12 horas de aula.

As duas turmas, vinculadas à FAAP e à FASM, iniciaram as atividades em agosto de 2025 e concluíram o curso três meses depois, em novembro. Foram ofertadas 40 vagas, sendo 20 para cada instituição. As reeducandas participantes cumprem regime semiaberto no CPP do Butantan. As alunas confeccionaram as peças apresentadas no desfile final.

Cada participante apresentou sua criação no desfile realizado na capela do CPP do Butantan. A entrega dos diplomas ocorreu nos auditórios das entidades envolvidas. De acordo com Jucélia, a certificação valida as competências adquiridas e amplia as oportunidades profissionais.

Com enfoque no apoio da sociedade, a dirigente declarou: “Essa ação eleva a autoestima, a sensação de pertencimento e a motivação para uma reestruturação de vida, garantindo que, quando em liberdade, essas mulheres estejam preparadas para um novo capítulo de suas vidas, com dignidade e autonomia”.

Depoimentos

Karen Brandoles, fundadora da Passarela Alternativa, declarou que sempre acreditou no poder que a moda tem de transformar vidas. Segundo ela, a reutilização de forma criativa de materiais descartados, para criar novos produtos com valor agregado maior ou igual ao original, chamado de upcycling, guarda semelhanças com o processo de desenvolvimento das alunas no curso Moda Livre.

”Muitas mulheres chegam ao curso acreditando que não têm mais valor. É emocionante vê-las se reconstruírem enquanto transformam as peças que tocam”, observou Karen. Para ela, a costura ensina todos os dias que é preciso paciência, resiliência e respeito pelo processo.

A coordenadora da Passarela Alternativa, Daniele Bonetti, concorda com Karen quanto ao crescimento profissional das mulheres privadas de liberdade. Segundo ela, a evolução das participantes é impressionante. Em poucas semanas, se apropriaram das técnicas de costura, estamparia e criação de forma sensível e autoral.

“Mais do que habilidades técnicas, o curso promove autoestima, autonomia e oportunidades reais de futuro. Acreditamos que investir na formação das mulheres é investir na redução da reincidência e na construção de novas possibilidades de vida”, destacou.

Quanto às alunas, E.R. estava feliz por ter tido a chance de pisar numa faculdade como a FAAP. Ela acredita que com o conhecimento adquirido poderá trabalhar como costureira, quando em liberdade.

Já E.N., de origem Russa, sonha em poder viabilizar uma viagem para levar as filhas para conhecer a Praça Vermelha. Segundo ela, o processo criativo da construção de peças para o desfile a fez sentir-se realizada e feliz, sobretudo quando há pessoas que acreditam no potencial de cada uma das participantes.

Para P.A., o curso vai além de só aprender a costurar, simplesmente. De acordo com a aluna, o Moda Livre é uma nova perspectiva de vida e todas devem aproveitar essa oportunidade.

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