Samuel Bruni - CEPRCENTRAL
No mês de dezembro, pessoas privadas de liberdade do Complexo Penal de Capela do Alto participaram da formatura do Curso de Hortoterapia, iniciativa voltada à promoção da saúde física e mental, bem como à ressocialização por meio do cultivo de plantas. A ação foi realizada em parceria com a Igreja Universal.
Trinta pessoas privadas de liberdade que cumprem pena no regime semiaberto participaram do curso, no Complexo Penal de Capela do Alto. As atividades foram desenvolvidas ao longo de oito encontros, com duração de três horas cada, integrando conteúdos teóricos e práticos voltados ao manejo sustentável de hortaliças.
A metodologia aplicada abrangeu todas as etapas do cultivo, incluindo a seleção das espécies, a preparação do solo, o plantio de mudas, o manejo orgânico, a irrigação e a colheita. A proposta foi empregar a horticultura como ferramenta terapêutica, incentivando o aprendizado prático e contribuindo para a promoção do bem-estar e do equilíbrio emocional.
Segundo os organizadores, o contato direto com as atividades de cultivo favoreceu o desenvolvimento pessoal dos participantes, promovendo o fortalecimento da autoestima e a vivência de um espaço propício ao bem-estar, à tranquilidade e ao relaxamento. O projeto também se evidenciou como uma estratégia eficaz e de baixo custo para a reabilitação e o cuidado com a saúde psicológica.
Ao término do curso, a avaliação dos resultados foi positiva, reafirmando a importância da hortoterapia como prática integrativa no contexto prisional. A expectativa é que a iniciativa seja expandida para outros estabelecimentos penais, contribuindo para o fortalecimento das ações de ressocialização e de atenção integral às pessoas privadas de liberdade.
Metodologia incluiu plantio, manejo orgânico e colheita de hortaliças

Curso de hortoterapia beneficia 30 PPL’s em Capela do Alto