Vivaine Henriques - CEPROESTE
A união de forças para o combate à tuberculose no sistema prisional foi discutida na apresentação do programa "Educação Permanente em Saúde – EPS Conecta", realizado no último dia 14, em Presidente Prudente.
O evento foi organizado pela Coordenadoria de Saúde, por meio do Serviço Regional de Qualidade de Vida e Saúde do Servidor da Região Oeste, e contou com a participação de profissionais de saúde, estudantes, servidores e gestores de estabelecimentos penais subordinados à Coordenadoria de Execução Penal da Região Oeste.
O programa quer aliar a conexão, educação e transformação social como parte do Projeto “Quebrando Barreiras”, cujo objetivo principal é contribuir para a eliminação da tuberculose no sistema prisional, reforçando a importância do trabalho coletivo e intersetorial no enfrentamento da doença.
“Essa pesquisa é muito importante porque conseguiu, por meio da Universidade de Santa Cruz do Sul, reunir um grupo de pesquisadores e profissionais da saúde pública e de Unidades Prisionais”, afirmou Ida Maria Foschiani Dias Baptista, pesquisadora científica do Instituto Lauro Souza Lima e professora de pós-graduação em Doenças Tropicais da Universidade de Medicina da Unesp de Botucatu.
Segundo ela o intuito é de atuarem não somente em prol da população privada de liberdade, “mas também dos profissionais de saúde e Policiais Penais que estão dentro desse sistema que devem entender como a tuberculose se mantém em transmissão nessas áreas e como podem começar a trabalhar pela sua eliminação”.
Alessandra Santos Conversani, enfermeira e Chefe de Seção de Reintegração Social no Centro de Progressão Penitenciária de Franco da Rocha, acredita que o Programa de Educação Permanente insere pessoas que de alguma forma, se relacionam com os privados de liberdade, para o centro do debate.
“São tratadas as questões de tuberculose de uma maneira que a informação chegue a todos e que juntos, estaremos em defesa dessa questão. Devemos discutir estratégias para diminuir os agravantes e as taxas de incidência”, analisa.
A Secretaria da Administração Penitenciária segue todas as diretrizes recomendadas pelo Ministério da Saúde e é referência no tratamento de tuberculose junto à população carcerária.